sábado, 26 de dezembro de 2015

Janeiro sem você

Estive pensando em meios e caminhos para seguir cada vez que a saudade se manifestasse de forma latente; em riso, em lágrima, em ansiedade. Pensei em te ligar nesse exato momento, mas não. Eu queria, sobretudo, encontrar uma forma de dispersar as manifestações físicas da minha saudade, porque fugir dela é uma tarefa impossível, mas talvez eu consiga disfarça-la. Decidi manifestar essa saudade através da escrita, porque quando a gente escreve externaliza em forma de palavra que brota sentimento, que faz reviver o passado e plantar através das letras um futuro que se aproxima.

Eu não queria que você pensasse que essa saudade causa tristeza, porque dessa vez o que eu sinto é outra coisa. Não é tristeza... É uma escuridão. É não ter pra onde fugir e permanecer imóvel sem saber o que fazer. A saudade que eu tenho de você me paralisa. Isso acontece porque você me mostrou tantos lugares que eu nunca havia percorrido, que eu chego a me perguntar se sou capaz de descobrir (e inventar) esses lugares por conta própria e, quem sabe, te mostra-los quando você regressar. Sei que sou capaz, mas, outra vez: a saudade me inibe porque ela faz tudo parecer escuro.

Quero que você saiba que a saudade que sinto também me faz feliz, porque enfim, posso olhar pro que já vivi e ser grato. Tantas vezes estive apático ao relembrar do passado e agora, por fim, olho pra cada detalhe com apreço. Com vontade de manter tudo guardado dentro do meu baú de memórias para que nenhum momento seja perdido e, cada vez que esse baú for revirado - e acredite, não serão poucas, eu sentir vontade de sorrir. Porque tudo o que ele me mostra tem felicidade, aquela felicidade que tem nuances de dor, de amor... Afinal, nossa evolução e crescimento acontecem, sobretudo, no amor e na dor. Nesse passado, ao seu lado, eu tive os dois. E sou feliz por isso.

Nessa saudade que sinto agora espero encontrar algum equilíbrio para que, no seu retorno, eu possa somar. Depois de tantos questionamentos dispensáveis, de tanto desespero em vão, de tantas e tantas coisas que só nos fizeram mal, eu afirmo a você que me sinto esgotado. Sim, eu sei que haverá dor, mas também sei que haverá aprendizado. E haverão (mais) momentos bons do que momentos desperdiçados porque você conseguirá me (re)nxergar. De novo.

Tudo isso e outros olhares pra dizer que sinto saudades de você. E que essa saudade não me entristece, nem me machuca; essa saudade me faz tê-lo presente comigo. Manifestado quando sorrio, quando me sinto tranquilo, quando consigo dormir. Essa saudade me acompanha e me faz bem porque ela me une a você. E me faz aguardar, com ânimo, o nosso reencontro.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Mudou

Não entendo porque no que diz respeito a determinadas escolhas, cometemos os mesmos erros de antes. Agimos exatamente da mesma forma acreditando que, finalmente, o resultado será outro: não, não será. Mesmas escolhas, ainda que com diferentes roupagens nos levam aos mesmos lugares, aos mesmos arrependimentos e uma contínua perda de tempo, perda de vida.
Refletir sobre isso me assusta... Porque vejo que cometi os mesmos erros mais de uma vez. Assusta e provoca uma aflição ao constatar que talvez eu esteja me comportamento da mesma forma nesse momento. E eu não quero isso. Quero interromper agora uma série de erros sobre um tema tão importante da minha vida. Quero evoluir; traçar objetivos, metas: vislumbrar. Olhar pra trás não me preocupa, o que me preocupa é olhar pro agora e ter a sensação de que continuo parado no mesmo lugar.
Eu espero que esse reconhecimento me permita transformar a minha realidade e o meu futuro. Que essa percepção não traga apenas uma mudança reflexiva, mas uma mudança prática; um autoconhecimento que me possibilite enxergar que mudei meus objetivos. Que eu não trave a todo o momento e que possa, enfim, projetar um futuro com menos incertezas.